Expressão curiosa, de facto.
Ainda mais curioso é eu ter um blog. Pois é meus amigos, eu decidi ter um blog. Como cá entre os Rochas se diz,
a minha alma está parva e o meu espírito taralhoco. Eu, que até fiquei surpreso ao ver que o meu pai (o Sôr
Helder) aderiu à mania dos blogs, ainda mais fiquei quando me passou pela mona a seguinte frase:
Apetece-me ter um blog.
Acreditem que fiquei.
Mas pronto, siga para bingo.
Porquê o blog? Boa pergunta.
Como sempre gostei de escrever (tenho uns quantos ficheiros guardados lá no PC), às vezes despejo algumas coisas para o teclado. Uma das últimas até deu 'pó torto porque recebi como resposta um
há coisas que nunca mudam, não é?, seguido de um
bater de porta.
(Aposto o cu e cinco tostões em que estás a ler isto neste preciso momento.)
Então estava eu ontem a beber um café com uma amiga de longa data em que a sua frase favorita (pelo menos quando está ao pé de mim) é a
já me estás a irritar!, com a sua minúscula mão levantada, alegando um estalo, com um ar pouco ameaçador. (
lol, parvo.)
E com isto me lembrei.
Há muita coisa que felizmente (ou infelizmente) me irrita neste Mundo. Sempre fui muito mesquinho (que o digam as pessoas a quem não dirijo mais palavra), mas muito terra-a-terra, cu no chão. Não me iludo; não sou influenciável. Digo o que penso, sabendo as consequências. (Uma delas era um abraço ou um
bater de porta; escolheu o
bater de porta.)
Dito com eufemismos, piadas, bocas, de forma arrogante ou o mais agradável possível, digo as coisas.
Porquê este título?
É uma boa frase - fica no ouvido, é
catchy - e ao mesmo tempo diz muito.
Vejamos:
Percebem?
Não?
Eu passo a explicar:
Como disse anteriormente, eu venho aqui falar do que quero.
E, acima de tudo, pelo meu prisma. Comigo as coisas são ou não são. É catapum, pum. É
pão pão, queijo queijo.
Capiche?
E, ao mesmo tempo, são coisas que me deixam
speechless (como ficou o amigo
Rui Unas com tal afirmação), coisas que acontecem na sociedade e que me deixam com
a alma parva e o espírito taralhoco. Fico de boca aberta por não conseguir perceber a razão pela qual certas e determinadas pessoas fazem certas e determinadas coisas.
É óbvio que daqui a uns tempos eu vá falar de assuntos que nada têm a ver com o título, que nem interessam ao Menino Jesus. (outra bela expressão típica dos Rochas) Quem sabe se eu não cago para isto daqui a um ano e fica aqui a ganhar pó?
Whatever, não interessa.
Faço-o para me divertir, para libertar as frustrações, para rir, chorar, deliberar.
Sobretudo para me sentir bem. Quanto a vocês, são meros espectadores.
Sintam-se como o portuga que adora berrar para o árbitro que se encontra dentro da TV. Aqui é - mais ou menos - a mesma coisa. Não vos deve valer de muito, mas não menosprezo críticas (independentemente de serem construtivas ou destrutivas). O que estou a querer dizer é que não sou pessoa de se deixar levar. Podem dizer o que pensam, mas o que digo mantenho. Influência não joga a meu favor. Cá 'pra mim vou abordar a influência muitas vezes nos meus futuros posts... Não sei porquê, mas estou com o
desconfiómetro no vermelho - expressão do Sôr
Helder - e por isso talvez não vão passar disso: comentários.
A ver vamos...
A todos, desde já o meu obrigado por perderem um tempinho do vosso tempo a ler isto (até a ti que
bateste a porta).
Miguel Rocha