9 de março de 2009

Toma e embrulha!

Já viram que bonito? Um carro novinho em folha!
Do ano da Graça de mil novecentos e oitenta e oito e com apenas zero quilómetros!

Ah Genu, f'lha da puta...! HA HA HA




1 de março de 2009

Recipe for an explosion

Nunca tentem aquecer um ovo previamente cozido num microondas.
Tenho dito.

Especialmente se querem ser alvo de piadinhas devido às expressões corporais/faciais que efectuam quando abrem a portinhola do electrodoméstico e a catharsis da experiência culinária acontece.

Quem vos avisa vosso amigo é.


Miguel

19 de janeiro de 2009

The Weather Man

Adorei.
Adorei, adorei, adorei.

À medida que o tempo passa, sinto-me cada vez mais apaixonado por ti. Passámos outro fim-de-semana maravilhoso. Pela primeira vez estivémos juntos no dia do nosso aniversário. Celebrámos 5 meses. É muito? Nem por isso. Mas se pensarmos que passou quase meio ano, aí sim, já é muito...

Desde o irmos passear, ao irmos ver o filme (que por sinal é muito bom), desde a surpresa que te fiz ao irmos jantar a um restaurante vegetariano (espero que tenhas apreciado! O tofu não era mau, para alguém não-vegetariano) e depois irmos sair um pouco à noite. Não reparaste, mas os meus olhos não aguentaram e começaram a lacrimejar, na parte final do filme. Foi por causa da catharsis do filme, de toda a emoção, de andar a passar por tudo. Mas sorrio. No fim vejo que te tenho a ti. No dia seguinte, foi quase uma espécie de pequeno-almoço na cama (eu disse uma espécie). Até o paseio pelas lojas para escolher a vestimenta para o baile de finalistas foi...interessante. Lá estou a ver que vou ter que ir engravatado e dançar a lambada com a tua mãe! Eh eh eh

Deixei-te na estação e virei costas. Mas não aguentei; olhei para trás e vi-te a partir. Magoa tanto quando a luz que me ilumina desvanece... Mas eu aguento... Porque sei que brevemente a irei ver de novo. E uma vez mais para me iluminar o caminho, com tal brilho, amor e doçura que não tenho palavras nem batimentos cardíacos para descrever a emoção.

Estou contigo e estou no Paraíso. Deixo de te ver e sinto-me no Purgatório. Preso, sem saber o que fazer. Just like the Weather Man. Aos poucos e poucos vou sorrindo, mas sempre com uma mágoa tão grande que apenas me esqueço dela quando me abraças, me beijas e dizes I love you.

És fantástica.
Tudo o que fazes por mim, todo o apoio que me dás, todo o amor que partilhas comigo. Não me sentia assim há muito tempo, muito tempo mesmo...

Posso fazer uma confissão a todos vós?

She's the one. Consigo senti-lo.

E não quero deixar de o sentir.

Amo-te muito mais que o que tu imaginas.

Fiquemo-nos por aqui? Fiquemos pois. Mas apenas em texto. O sentimento perdura...

Só espero que algumas dores atenuem ou que sejam esmagadas pelo teu amor.
Menos milkshakes, mais kisses.

11 de janeiro de 2009

The Pursuit of Happyness ('cause Last Night a DJ Saved My Life)

E pronto.
Mais um fim-de-semana.
Devo dizer que este foi um especialmente fantástico. Apesar de ser "da casa", ontem senti-me como se não fosse "da casa" mas sim "mobília da casa". Para mim foi uma alegria enorme poder presenciar a celebração do aniversário da tua mãe. Foi fantástico como perante todas aquelas pessoas eu estava ali, liberto, confiante, juntando-me ao clã, a divertir-me imenso. Senti-me um Moore, como se já fosse parte da dita mobília da casa. Senti-me livre. Senti-me não teu, mas vosso.
Like it's been a long relationship. Algo mais profundo, mais enraizado, mais estável.

Foi para mim uma sensação fabulosa. Estar ali, comunicar com as pessoas, e todos considerarem-me parte da família. Não digo isto em relação ao comportamento dos teus pais mas sim em relação a toda a gente. Não sou o namorado da Becca mas sim o Miguel. É uma grande diferença. Uma espécie de emancipação no decorrer da relação.

Pouco mais tenho para dizer. As palavras parecem ser sempre tão vagas para o que verdadeiramente sentimos. Tenho muito orgulho em ti e em nós. No que construímos, no que temos andado a construir, a revelar e a desenvolver cada vez mais, sempre com um enorme optimismo.

Um outro passo importante será no fim-de-semana que vem. Mal posso esperar que aconteça!

And to you Caryn, I do hope you had a wonderful day and had loads of fun.

And happy birthday once again!




No Caryn, thank YOU.

4 de janeiro de 2009

Finalmente

Ontem fui beber café com uma amiga minha. Amiga do tempo de escola, secundário. Em muito pouco tempo desenvolvemos uma amizade fantástica, provavelmente influenciada pelo apoio que eu lhe dava relativamente a um namoro que teve. Namoro esse que eu vivi intensivamente, que apoiei, assisti do início ao(s) fim(ns). Devastou-me muito. Não mais que o que a devastou, mas deixou-me por terra. Talvez nunca to tenha dito, mas por causa da confiança que lhe entreguei, sentia que quando ele era injusto contigo também o estava a ser para comigo. Durante muito tempo tentei superar essa dor que sentia, e tentar aliviar-te também. Quase que nos separámos por causa dele, e isso foi até hoje um dos momentos mais assustadores da minha vida. Na verdade, devido a outras situações, perdemos o contacto. Foi desvanecendo até que um dia passou a não existir. Os nossos caminhos seguiram rumos diferentes e isso fez com que o contacto estivesse incontactável.

Depois, aos poucos e poucos, voltámos a falar. E, como que por magia, estes anos em que estivémos afastados desapareceram. A amizade voltou sem que houvesse rancores ou pontas soltas. Tínhamos saudades um do outro. Mas o fantasma ainda continuava.

Até ontem. Ontem tudo mudou. Eu adorei ver o teu sorriso ao contares-me a grande novidade.

Amanhã vais para bem longe, mas de cabeça limpa. Pelo menos desse fantasma. Chega. Acabou. Nunca mais. E fico tão contente quanto tu por isso ter acontecido.
E deixa-me dizer que tenho muito orgulho em ti: no que te tornaste, no que te andas a tornar, no que conseguiste vencer. Irás ser feliz, muito mais depressa que o que tu pensas. E este tempo "fora" apenas vai acelerar essa felicidade.



"There's nothing better than a good friend, except a good friend with CHOCOLATE"

Venham mais tabletes, porque as saudades já apertam.

Adoro-te muito. Com ou sem chocolate.

Até breve minha amiga! *


22 de novembro de 2008

Paixão

Pois muito bem, cá estou de novo.

Como muitas das pessoas que costumam dar uma olhadela ao meu blog devem saber, eu sou um fã(nático) por música.
E, como entusiasta que sou, faço colecção de videoclips. Se não toda a gente, 98% das pessoas que já estiveram no mínimo trinta minutos comigo já me ouviram a cantar uma música, ou dizer o nome da banda e consequente música que se estava a ouvir e dizer prontamente "tenho esse videoclip", indicando a seguir a data com um sorriso estampado na cara.
Sorriso de orgulho, de vaidade (sim, sou muito vaidoso em relação a isso).
Tenho uma vasta panóplia de videoclips. Neste momento, contabilizados são 1566. E mais virão. Uma colecção que faço desde Setembro de 2001, quando fiquei com uma cópia do vídeo de Martin Solveig- Rocking Music.




O segundo (vindo do mesmo PC que o anterior) foi uma certeza: quero mais, mais, mais.



Synth-Pop. Maravilhoso. Descobri uma paixão. Já o era, mas sinto que de certa forma necessitava de algo para se desabrochar.

E quando comecei a fazer downloads, fiquei bastante orgulhoso do que consegui arranjar em primeiro lugar. Na altura era algo que estava em voga, mas eu ao ter o videoclip sentia que tinha algo de valioso, como se eu tivesse algo que era raro. Ingénuo, obviamente, mas a internet era algo desconhecido para mim foi essa a sensação que tinha.



A partir daí foi como uma droga. Não consegui parar.

Desde 1915 a 2008.
Várias décadas.
50's, 60's, 70's, 80's.
You name it.
Tenho de tudo: Rock, Punk-Rock, Funk, Folk, Reggae, Caribbean, Deep House, House, Dance, Trance, Techno, Techouse, Electro, Experimental, Synth-Pop, Pop, Bubblegum Pop, Britpop, Mod, Disco, Jazz, Chillout, Rap, Hip-Hop, Oldschool Hip-Hop, Blues, Soul, R&B, D&B, Indian,
Metal, Pimba (perdão, Música Popular Portuguesa). Tenho de tudo.

Para mim, um videoclip é algo essencial.
É uma questão de marketing, de promoção, de revelação.
Vejamos o seguinte: já viram o impressionante que é um anúncio de um perfume? Já viram as voltas que as empresas dão para venderem um cheiro? Seja por vídeo, imagem ou por som, eles tentam vender algo que apenas conseguimos cheirar. E, por incrível que pareça, por vezes
sentimos que ao olhar para o anúncio quase que conseguimos sentir a fragrância que eles pretendem transmitir. Acho isso tremendamente fabuloso.
Pois muito bem, para mim um videoclip é como um anúncio de um perfume.
É claro que o sentido auditivo já se encontra no videoclip, logo não faz muita lógica. Pelo contrário; para mim é o tentar transmitir uma sensação que a música "transpira". Pelo menos no meu entender. Decerto que no entender do 50 Cent ele transpira muita mulher...

Penso que me estou a fazer entender, não tenho a certeza.

Quero dar um pequeno exemplo:
Recentemente descobri um vídeo de uma música que já tinha ouvido muitíssimas vezes.
É dos Supertramp e chama-se Dreamer.



Tentem sentir a música. Se tiverem os ouvidos - e os olhos - bem abertos conseguem sentir a música.
Modesto, simples, mas ao mesmo tempo muito marcante.
Vejam o timbre de voz dele, o sotaque, a coordenação rítmica dos instrumentos, o feeling que a música transmite. Desde o baixista, ao baterista e ao organista.
As quebras na música, a progressão do ritmo, a sincronização das vozes. O fantástico tocar dos copos de cristal (meu Deus, que ideia fabulosa e como fica tão bem na faixa).
Drogas a mais? 1974... Hum, talvez. Mas fizeram um bom trabalho.
Se as drogas causam estes efeitos, abençoada droga. Porque causas têm consequências, a criação de faixas com esta qualidade criam uma sensação de bem-estar nas pessoas que as ouvem. Como eu. E não consumo drogas. Mas abençoada seja por me fazer sentir assim.





















'Ta'gardecidos,

Miguel Rocha

17 de novembro de 2008

Apeteceu-me.

Já não rasurava nada aqui há muito tempo.
Pois muito bem, apeteceu-me escrever.

Estou a ver Os Falsificadores, filme divulgado no blog do Bruno Nogueira.
Estou a gostar, visto ser um enorme fã da Segunda Guerra Mundial.

Além de inúmeros filmes e fotografias, tenho o prazer (sim, o prazer) de ter o Mein Kampf (o meu coração está aos pulos e tu sabes bem porquê), um capacete alemão e uma baioneta.
Algo FINALMENTE riscado da minha bucket list (ai, há tanta coisa que eu gostaria de ver riscado de lá...).

Sim, tenho muito orgulho disso. E de brevemente poder ter o que tanto desejo: PC!

Caralho, um PC vem mesmo a jeito! Este já deita fumo por todos os orifícios (e tem muitos...)

E faço hoje 3 meses. E estou com frio. E estou apaixonado. E tenho o Genu arranjado.

Pronto, as coisas até correm bem. A ver vamos como continua...

Beijinhos e todos e bom filme para mim.

Miguel

24 de setembro de 2008

Idon'twannaknow. Ijustwannalove.

Apeteceu-me.

Acabei de ouvir uma música que me faz reflectir bastante:

Mogwai- Auto Rock



Gosto bastante da música e sinto que, quando a ouço, páro no tempo.
Esqueço todos os meus problemas, todas as minhas angústias e apenas penso em ti. E sorrio.
Detesto acordar de manhã. A minha vida tornou-se tão dependente da minha rotina que não sei o que fazer. Apenas anseio pela sexta-feira.
Liberdade.
Felicidade.
Amor.

Chega a domingo à tarde e o mal-estar retorna. Here we go again...

Mas tudo com um único objectivo, que tarda a chegar. Mas os fins-de-semana fazem com que mais uma semana seja superável e engolida em seco.

O odeio-te é superado pelo amo-te.
Odeio-te semana.
Amo-te fim-de-semana.

Pânico. Ansiedade. De volta aos meus tempos de colegial, de passeador de livros, como o meu querido pai gostava de dizer.

Mas tudo acalma. Um simples beijo, um simples sorriso, um simples toque teu acalma-me.

Agradeço-te todo o tempo que me entregas, toda a dedicação, todo o amor e carinho. Preciso de ti.

Amo-te, amo-te, amo-te...



Miguel.

26 de agosto de 2008

Woo hoo! (letting go)

Adoro-te.

Por seres quem és, por me fazeres feliz, por sorrires quando falo para ti e te digo simples palavras ao ouvido, por me considerares parte da tua família.
Como uma vez uma amiga minha disse:

"Love you for what you are, but above all for what you're not."

Fazes-me sentir calmo, confiante, e acima de tudo amado.

E isso é priceless.

Sei que tens muitos receios, que te resguardas bastante. Também eu os tenho. Mas como falámos este fim-de-semana, com o tempo vamos libertando, saindo do nosso ponto de abrigo e vamos ver o Sol juntos, de mãos dadas.

Tempo.
Paciência.
Compreensão.
Respeito.
Amor.
Muito amor.

Elementos cruciais para uma relação.


E temos o queijo, a faca e o apetite nas mãos. Vamos saborear o mais possível o que de belo estamos a construir.


Adoro-te muito Becca *

4 de agosto de 2008

Amor | Ódio? Incertezas. (de quem não comunica...)

"Quando se fica apanhado por uma pessoa, arranja-se sempre maneira de acreditar que é a pessoa certa para nós. Nem é preciso uma boa razão. Pode ser por tirar fotografias ao céu nocturno. Mas, a longo prazo, é o género de hábito idiota e irritante que pode causar separação. Mas no enlevo da paixão, é o que andámos sempre à procura todos estes anos."




Como Raúl Solnado dizia nas suas crónicas:

"São namorados e o rapaz diz para a sua amada:
- O meu amorzinho não vai pisar a poça que eu não deixo! Vá, um, dois e up, ho........ já passou....!
Casam-se e ele diz:
- Já pôs a pata na poça, rai's a partam...!"

Mas, como eu costumo dizer, isto acontece porque as pessoas não comunicam, não falam dos problemas, não se expressam. Então surge a altura em que tudo o que o parceiro faz, enerva. Não por causa daquilo em especial, ou até mesmo de algo o mais simples possível, mas sim por acontecimentos anteriores...
E cria-se a conhecida tempestade em copo de água.

A conversar é que as pessoas se entendem.
É que continuam apaixonados.
É que ultrapassam as dificuldades.
É que se mantém unidos.

É assim que eu irei fazer.
Porque quero continuar apaixonado.
Porque quero ultrapassar as minhas dificuldades e ajudar nas dificuldades de quem está ao meu lado.
Porque quero que quando alguém cai, eu esteja pronto para amparar a queda. Ou ainda melhor, para a impedir.
Porque quero estar unido.
Porque quero dar as mãos quando nos juntamos.
Porque quero acordar todos os dias e olhar para o lado e ver estampado um sorriso de alegria no meu rosto. Assim como na pessoa que está ao meu lado.
Porque te quero.

Just let go...I'm here. I will hold you...




Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl?

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm




Beijo sweetie*


Miguel Rocha

2 de agosto de 2008

Parallel Universe

Finalmente

Sim, finalmente. Custou, mas foi. Após uma época sorumbática, melancólica e desmoralizante, finalmente vejo luz. Encontrei felicidade.

Melhor ainda: paz de espírito.
Para quem já viu o filme A Praia (The Beach, com Leonardo DiCaprio), encontrei uma "praia" como aquela.
Passo a explicar:

Descobri um local que transmite a "boa vibe" existente no filme. Ok, não possui praia, nem sequer areia. Nem vista para o mar tem. Tem uma bio-piscina e muita vegetação. Mas é o espaço em si. É uma quinta com um terreno enorme, localizado entre montanhas. Os donos possuem a quinta há 17 longos anos. São uma família de vegetarianos (veggies, não vegans) e também são pessoas que se preocupam com o meio-ambiente. É um local onde semanalmente se realizam workshops, se fazem pequenas actividades, assim como encontros anuais de ambientalistas.
Ok, vocês sabem que eu cá gosto de carne (estou a falar neste caso de comida, nada de mentes distorcidas). E não sou assim pessoa de fazer reciclagem, ou algo que se pareça com defesa do meio-ambiente. Mas é engraçado que aquele local muda-nos. Mesmo alguém que não seja ambientalista, entra naquela quinta e sente-se outra pessoa. Não que o faça com vergonha (ou por parecer mal estar ali e não ajudar e/ou ter espírito ambientalista), mas sim porque se sente bem em fazê-lo. Por iniciativa própria. Quer ajudar, quer fazer parte da "comunidade". É como as pessoas que não se consideram religiosas mas quando vão a Fátima sentem-se mais aliviadas, mais receptivas, percebem?
Não são auto-suficientes. Mais ou menos.
Sendo vegetarianos, cultivam a maior parte dos seus vegetais. Não deixam de ir fazer compras ao Continente e de comer derivados.
É engraçado que quem olhar para eles (os donos), numa primeira vista não deve dar cinco tostões por eles. Infelizmente as pessoas continuam a estereotipar. Olham para eles e são capazes de os rotular como uns hippies nómadas ingleses. Não, nada disso.
São uma família incrível.
Detentores da tal quinta e de um trio de meninas, todos eles fazem tarefas diárias na quinta. Afinal de contas, tomar conta de um terreno com tanto metro quadrado não é pêra doce...
Gosto muito de lá ir, sinto-me em casa. Aliás, fico contente por me tratarem como se eu fosse da família. Muito contente mesmo...

Darei mais notícias em breve (hopefully...)


Miguel Rocha


PS: Um beijinho especial para ti, sweetie. *
Obrigado por tudo.

14 de julho de 2008

Nostalgia

Sou uma pessoa muito nostálgica. Sempre o fui. Como dizia o Vítor Espadinha, e recordar é viver... Sempre fui muito agarrado às minhas raízes, ao meu passado. Há quem pense que isso me possa destruir mas ao mesmo tempo que me solidifique. Neste caso, vou falar da noite. Como vocês sabem (assim o penso), eu sou DJ. Gosto de tocar uma musiquinha quando posso para animar a malta. Quando me perguntam és residente onde? eu respondo com um sorriso na dentadura: no meu quarto quando quero!
Hoje em dia, há mais DJ's que as meninas que trabalham à noite como os texugos.É um facto. Qualquer um pode gravar um CD com o Top Ten da Rádio Cidade. Então que se faz? Vai-se para uma cabine, cobra-se uns três ou quatro finos ao dono do bar e vai-se para lá ser a animação da noite. E pronto. Umas Larockadas e umas Sinclaradas e está a andar. Sem falar que hoje em dia não é o House que os amantes- e connaiseurs- conhecem. Estou a falar de um House melódico, com muito Gospel, Soul e Funk. Ao estilo do grande e único Frankie Knuckles. Hoje em dia qualqer coisa é chamada de House.
Entã vão os cachopos todos juntos para a discoteca beber uns finos porque os pais pensam que eles foram dormir a casa uns dos outros. E claro, usam e abusam. Fazem basqueiro na rua, as miúdas andam com pouca roupa (no meu tempo não havia nada disto, infelizmente) e os putos a dar três passos e a tirar a gadelha da frente dos olhos. Já nem tanto, visto que a Morangada agora usa roupa e cortes de cabelo que em tempos era visto como um estilo marginal. Mas como agora eles usam, tasse bem.
Então o que é que eu faço? Andor e cagona e lona. Quem está mal muda-se, 'né verdade?

Eu reparei- e reflecti em demasia, para ser franco- bastante no que disse anteriormente quando no dia 27 de Setembro de 2007 fui aos anos de uma amiga minha. Ela fazia 18 anos.
Fomos jantar fora depois fomos beber um copo a um bar em Coimbra. O Procura-me (eternamente conhecido como o Tapas).
Acreditem que até me senti mal. Era só cachopada lá dentro e até cá fora.
Só via miúdos por todo o lado.
Lá dentro deviam estar cerca de 100 pessoas. Estava à pinha. Dessas 100 pessoas, eu diria que apenas 10 eram maiores de idade.

Chega.
Já não tenho paciência para isso. As discotecas não tocam a música que aprecio.
Os bares estão sempre cheios, com álcool por todo o lado.
Putos nem os posso ver à frente.

Então olha, pura e simplesmente não saio. Quando saio, é para locais calmos, com uma boa companhia e uns bons dedos de conversa.
Neste preciso momento, o chamado sair à noite- entenda-se chegar tarde a casa- apenas se aplica a dois locais:

Via Latina
Mondego Irish Pub

Com a vossa autorização (que não vale de muito HAHAHA) vou falar desses dois locais e o porquê de serem dos meus locais de eleição:



Via Latina

Comecei a namorar com uma rapariga chamada Mia a inícios de Maio de 2007. Saíamos muitas vezes e ela apresentou-me a irmã- a Sara. Consequentemente, esta apresentou-me o namorado dela, o Mário. Na altura, eu sabia que aquele pessoal era o "pessoal gótico" de Coimbra. Faziam parte do grupo a quem a plebe gostava de rotular. Inclusivé um amigo meu- penso que se pode dizer assim- de longa data, o Rui.
Gente porreira, de bons modos e com muita boa disposição. Só não cheguei a ir a nenhum sacrifício de cabras (talvez por estes nunca terem acontecido, não vos parece?).
Era engraçado eu estar no Cartola no meio daquela gente toda vestida de preto, a terem conversas sobre todo o tipo de assuntos e eu no meio a ouvir e a intervir na conversa. Muitas das vezes não sabia do que falavam, devido aos gostos musicais que lhes pertenciam e não a mim.
Mas gostava de estar com eles. Eram porreiros.

Entretanto a vida continua e o meu relacionamento com a Mia tinha terminado.
Por algum motivo (não me perguntem porquê) passado quase um ano eu comecei a ter contacto mais frequente tanto com a Sara como com o Mário. Não que eu tivesse deixado de falar com eles, apenas comecei a ter um contacto mais regular. Então, já a Mia namorava de novo com o meu Mike- não, não me fez confusao ela namorar com o meu melhor amigo- quando surgiu o convite para ir a uma Revival Night na Via. Eu lá fui. Com o Mike e com a Mia, lá entrámos.

Musiquinha dos anos 60, 70 e 80. E, sendo eu um grande adepto dessa época- mainly 80's- gostei bastante. Lá vi o Mário a tocar os seus sucessos dignos de uma boa abanadela de corpo. Mas o que mais me fascinou foi o facto de aparecer lá o tal "pessoal gótico" (alguns não me conheciam de lado nenhum), juntarem-se a mim e começarem a dançar comigo como se eu fosse um deles. Muitos deles estavam a falar comigo pela primeiríssima vez! Era a sensação de mi casa es su casa, friend of my friend is a friend of mine. Mas tudo despoletou quando vejo tudo aos pulos- "góticos" inclusivé- a cantar o grande hit dos Heróis do Mar- Paixão. Isso sim é que me fez ver: o pessoal que gosta de rotular bate mal dos cornos, só pode...!
Eu vejo a Via Latina à pinha e vejo toda a gente a dançar e a pular ao som da Paixão. Acreditem que para mim foi uma das sensações mais libertadoras e fabulosas por que passei até à data de hoje. Estive lá até ao raiar do dia.
Era impossível parar, ir embora a meio. Era...viciante.
E em todos os últimos sábados eu tenho o maior prazer em aparecer dentro daquele mítico espaço conimbricense- mesmo que seja sozinho, pois sei que mais cedo ou mais tarde aparece gente conhecida- para me fascinar com aquela música que me liberta e que me alivia de muita dor e solidão. Alegra-me a mim e ao Mário. Gosto de o ver tocar. Com ou sem copos, ele vibra com a música e não pára quieto durante a noite toda. É claro que para o fim da noite- entenda-se início do dia-
o Mário já cambaleia um pouco, mas nada que uma boa noite -entenda-se manhã e/ou tarde- de sono não resolva. Acabando a dita festa, vamos todos tomar o pequeno-almoço a algum lado e depois cada um para seu canto. Recomendo vivamente. A mim traz garantidamente paz de espírito e um conforto musical que me transcende. Sempre que venho da Revival, venho outro. Mais leve, mais open minded. É como se ouvir aquela música me levasse para os meus momentos de garoto que passava a tarde inteira a ouvir Sandie Shaw- Puppet On A String entre muitas outras músicas enquanto a minha mãe aspirava a casa. E pulava, pulava, pulava... Uma energia inesgotável que ressuscita quando entro no último sábado de cada mês dentro daquele espaço. Além de ser um bom DJ, é um bom amigo. Em pouco espaço ganhei a amizade de uma pessoa que quem conhecer como eu conheci, decerto que não se arrependerá. E com um enorme gosto musical.



Mondego Irish Pub

Foi engraçado a forma como me liguei a este espaço já muito conhecido em Coimbra. Apenas tinha ido lá duas vezes antes de passar a ser da casa. No dia de anos do meu irmão, a 5 de Abril deste ano, eu fui lá a um lanche-ajantarado em casa dele e da namorada- que faz anos no dia anterior. Conheci lá um rapaz chamado João Peneda. Já tinha ouvido falar dele no passado. Lembro-me de o ter visto actuar uma vez na Figueira da Foz e de ter apreciado bastante. Visto que as conversas são como as cerejas, lá me juntei ao moço e comecei a falar com ele.

Fiquei asorvido pela conversa. E ele também, pois já estava atrasado para ir actuar nesse mesmo dia no Irish. Recordo-me de ter começado a falar com ele por volta das 16H e termos terminado cerca das 22H. A forma como ele fala das coisas, da própria música e como ele a vive encaixavam tão eloquentemente nos meus pensamentos que via que ele só poderia ser um grande músico. Muito terra-a-terra, com um ideal de vida muito concreto e bem delineado, o João vive para a música. Foi em tempos mágico- bem que me fez sentir idiota durante uns breves momentos lá nos anos do meu irmão com aquela destreza de mãos a mexer e remexer nas cartas- e depois seguiu a carreira de músico. Ele não a começou do zero. Apenas a começou profissionalmente. Dono de uma voz que não é nada por aí além, mas no entanto a simplicidade e naturalidade com que ele actua faz com que a voz só por si encante quem a ouve. Sempre que posso vou ouvi-lo ao dito Irish, acompanhado de um amigo meu, o Diogo. Ambos gostamos daquele tipo de música. Ao sabor de um chocolate quente- que com a maior das esperanças pela parte do Nuno, gerente do Irish e o irmão do Mário, faça com que eu me borre todo, pois ele diz que dá muito trabalho fazê-lo- , ouço as covers, músicas que me levam desde o tempo de puto que ia para as aulas de carro com o meu pai a ouvir e a trautear a música, até aos dias de hoje de adolescente, em que as vivo, ouço e canto no meu próprio carro. Todas essas músicas me levam a locais, pensamentos, sentimentos, emoções. E mesmo que não levem, apenas o prazer de as ouvir a serem cantadas por uma pessoa com tanto amor pela sua profissão faz-me pensar na forma como eu, o Peneda, o Mário e muitas outras pessoas vivem a música e literalmente a respiram. E fico orgulhoso por fazer parte de um pequeno rol de seres humanos que assim pensam e tornam grandioso este amor imcomparável.
Citando Adolf Hilter:

"Só se pode lutar pelo que se ama, só se pode amar o que se respeita e respeitar o que, pelo menos, se conhece."

Dito isto, deixo uma música que penso que fala bastante de nós. De mim pelo menos...

Abraço a todos



John Miles- Music



"Music was my first love
And it will be my last
Music of the future
And music of the past

To live without my music
Would be impossible to do
In this world of troubles
My music pulls me through

Music was my first love
And it will be my last
Music of the future
And music of the past (3x)

Music was my first love
And it will be my last
Music of the future
And music of the past

To live without my music
Would be impossible to do
'Cuz in this world of troubles
My music pulls me through"



12 de julho de 2008

"Pôm pôm pôm pôm! Quêjo quêjo!"

Expressão curiosa, de facto.
Ainda mais curioso é eu ter um blog. Pois é meus amigos, eu decidi ter um blog. Como cá entre os Rochas se diz, a minha alma está parva e o meu espírito taralhoco. Eu, que até fiquei surpreso ao ver que o meu pai (o Sôr Helder) aderiu à mania dos blogs, ainda mais fiquei quando me passou pela mona a seguinte frase:

Apetece-me ter um blog.

Acreditem que fiquei.
Mas pronto, siga para bingo.


Porquê o blog? Boa pergunta.

Como sempre gostei de escrever (tenho uns quantos ficheiros guardados lá no PC), às vezes despejo algumas coisas para o teclado. Uma das últimas até deu 'pó torto porque recebi como resposta um há coisas que nunca mudam, não é?, seguido de um bater de porta.
(Aposto o cu e cinco tostões em que estás a ler isto neste preciso momento.)
Então estava eu ontem a beber um café com uma amiga de longa data em que a sua frase favorita (pelo menos quando está ao pé de mim) é a já me estás a irritar!, com a sua minúscula mão levantada, alegando um estalo, com um ar pouco ameaçador. (lol, parvo.)
E com isto me lembrei.
Há muita coisa que felizmente (ou infelizmente) me irrita neste Mundo. Sempre fui muito mesquinho (que o digam as pessoas a quem não dirijo mais palavra), mas muito terra-a-terra, cu no chão. Não me iludo; não sou influenciável. Digo o que penso, sabendo as consequências. (Uma delas era um abraço ou um bater de porta; escolheu o bater de porta.)
Dito com eufemismos, piadas, bocas, de forma arrogante ou o mais agradável possível, digo as coisas.

Porquê este título?

É uma boa frase - fica no ouvido, é catchy - e ao mesmo tempo diz muito.
Vejamos:



Percebem?
Não?
Eu passo a explicar:

Como disse anteriormente, eu venho aqui falar do que quero.
E, acima de tudo, pelo meu prisma. Comigo as coisas são ou não são. É catapum, pum. É pão pão, queijo queijo. Capiche?

E, ao mesmo tempo, são coisas que me deixam speechless (como ficou o amigo Rui Unas com tal afirmação), coisas que acontecem na sociedade e que me deixam com a alma parva e o espírito taralhoco. Fico de boca aberta por não conseguir perceber a razão pela qual certas e determinadas pessoas fazem certas e determinadas coisas.

É óbvio que daqui a uns tempos eu vá falar de assuntos que nada têm a ver com o título, que nem interessam ao Menino Jesus. (outra bela expressão típica dos Rochas) Quem sabe se eu não cago para isto daqui a um ano e fica aqui a ganhar pó? Whatever, não interessa.
Faço-o para me divertir, para libertar as frustrações, para rir, chorar, deliberar.
Sobretudo para me sentir bem. Quanto a vocês, são meros espectadores.
Sintam-se como o portuga que adora berrar para o árbitro que se encontra dentro da TV. Aqui é - mais ou menos - a mesma coisa. Não vos deve valer de muito, mas não menosprezo críticas (independentemente de serem construtivas ou destrutivas). O que estou a querer dizer é que não sou pessoa de se deixar levar. Podem dizer o que pensam, mas o que digo mantenho. Influência não joga a meu favor. Cá 'pra mim vou abordar a influência muitas vezes nos meus futuros posts... Não sei porquê, mas estou com o desconfiómetro no vermelho - expressão do Sôr Helder - e por isso talvez não vão passar disso: comentários.
A ver vamos...

A todos, desde já o meu obrigado por perderem um tempinho do vosso tempo a ler isto (até a ti que bateste a porta).

Miguel Rocha